Reforma e Tributos

Simples, Lucro Presumido ou Lucro Real: qual regime paga menos imposto

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Em resumo

  • São três regimes: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.
  • O melhor depende de faturamento, margem de lucro, peso da folha e setor.
  • Não é “qual tem a menor alíquota”, é qual resulta em menos imposto pago no seu caso.
  • A escolha se revisa todo ano — e a Reforma muda o jogo a partir de 2027.

Escolher o regime errado é o jeito mais comum (e silencioso) de pagar imposto a mais. Veja como os três funcionam.

Simples Nacional

Recolhe vários tributos em uma guia única (DAS), até R$ 4,8 mi/ano. É forte para empresas de serviço com folha relevante (por causa do Fator R) e para operações mais simples. Mas, como vimos, nem sempre é o mais barato.

Lucro Presumido

O imposto incide sobre uma margem de lucro presumida pela lei (varia por atividade), independentemente do lucro real. Costuma compensar para empresas com margem alta e folha baixa. Permitido até R$ 78 milhões/ano.

Lucro Real

O imposto incide sobre o lucro efetivo (receitas menos despesas comprovadas). É obrigatório acima de R$ 78 mi e para alguns setores (bancos, etc.). Vantajoso para margem baixa ou prejuízo, mas exige contabilidade rigorosa e mais obrigações.

O que pesa na escolha

  • Faturamento anual;
  • Margem de lucro do negócio;
  • Percentual da folha de pagamento;
  • Setor e atividade (CNAE);
  • Créditos a aproveitar — e, com a Reforma, o aproveitamento de CBS/IBS a partir de 2027.

A conta que importa

A pergunta certa não é “qual regime tem a alíquota menor”, e sim qual deles resulta em menos imposto pago no seu caso. Isso só aparece com uma simulação usando seus números — feita idealmente todo fim de ano, porque a opção pelo Simples é definida na virada.

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